É bom que o pessoal genial da campanha do petista do clã, Camilo Santana, comece a ter sérias preocupações. Os dados, ainda que informais, que nos chegam não são favoráveis. A campanha está fora do eixo e precisa encontrar seu centro de atuação. Apresentar Camilo como realizador, de um governo em que foi ponta sem importância, dirigindo secretarias de pouca importância no âmbito estadual, não cola. Nunca teve - e nunca terá – importância qualquer cargo da administração do clã Gomes. Considero que Cid Gomes fez – e ainda está fazendo um bom governo, deixando de fora as vicissitudes de sua personalidade oligarca, que é inerente ao clã. Então, com o desgaste natural dos oito anos de governo, nem adianta insistir nessa tecla. É mostrar o que o governo fez, que é muito, e vender que para esse modelo continuar só dá certo com Camilo. O mais é lorota que ninguém acredita.
Abordo a campanha de Camilo Santana e afirmo que está desfocada do real objetivo, mas não estou dizendo que o programa do outro candidato, Eunício Oliveira (PMDB), esteja um primor. Ao contrário. É ruim também, mas conta, pelo menos, com uma emoção piegas, que é melhor do que nada. A vantagem está no fato de Eunício ter gordura para queimar. Ainda existem debates de grande audiência, o que representa uma esperança a mais para o candidato do PT-Pros, mas na amostra do primeiro debate Camilo não apresentou bom desempenho. Nem fedeu, nem cheirou.